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DEFENDER O MAR PROFUNDO

Sabemos menos sobre o mar profundo do que sabemos sobre a lua. No entanto, uma nova indústria tem a intenção de destruir e afetar milhões de km² dos seus frágeis ecossistemas. Perturbações num único local de exploração mineira poderiam aniquilar espécies inteiras! As consequências podem ser dramáticas para a biodiversidade, para as comunidades costeiras e para a saúde humana.

© naturepl.com /David Shale / WWF
MORATÓRIA À MINERAÇÃO EM MAR PROFUNDO

A mineração em mar profundo destina-se a extrair minerais como cobalto, níquel e lítio do fundo do mar, com máquinas gigantescas e poderosíssimas a operar em condições muito adversas e arriscadas (elevada profundidade e sujeitas a grande pressão), destruindo localmente ecossistemas e perturbando outros a largos milhares de quilómetros em redor.

Face ao desconhecimento dos efeitos potencialmente devastadores da atividade mineira em mar profundo, o Governo português deve aplicar o princípio da precaução, declarando já uma moratória a esta atividade em todas as áreas marinhas sob jurisdição nacional,e defender o mesmo para as águas internacionais, pois permitir a mineração em ambientes tão pristinos e valiosos é um retrocesso, e não um passo à frente rumo a um futuro sustentável, equilibrado e equitativo.

© WWF
UM DESASTRE AMBIENTAL EVITÁVEL
O relatório "O Que Sabemos e Não Sabemos sobre Mineração em Mar Profundo”, apresentada em fevereiro de 2021 em Portugal pela ANP|WWF, descreve que existem muitas incógnitas e muito a fazer em Ciência Oceânica, políticas e inovações industriais antes que qualquer atividade mineira em mares profundos seja permitida.

O relatório descreve os principais riscos ambientais e sociais da mineração em mar profundo, e desvaloriza as reivindicações da indústria sobre a necessidade desta atividade e a sua capacidade de mitigar os danos. 

 
  RELATÓRIO COMPLETO
ASSINA A PETIÇÃO

Permitir que os fundos do mar português, tão rico em biodiversidade e ecossistemas únicos como as fontes hidrotermais dos Açores, sejam alvo desta atividade tão destrutiva vai em contra-ciclo com os compromissos assumidos pelo Governo português durante a Conferência dos Oceanos da ONU, realizada em Lisboa de 27 de junho a 1 de julho de 2022, relativamente à conservação da biodiversidade e ao papel do oceano na regulação do clima.

Pede ao Primeiro Ministro português que decrete uma moratória à mineração no mar profundo português e defenda uma moratória para as águas internacionais.

© WWF
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