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ANPlWWF APELA A MAIS FINANCIAMENTO PARA UMA ESTRATÉGIA EFICAZ CONTRA OS INCÊNDIOS

A associação alerta para a urgência de medidas de adaptação e mitigação aos fenómenos climáticos extremos e defende o reordenamento da paisagem para que esta se torne mais resiliente. Sublinha também a importância de aplicar remuneração por serviços de ecossistemas.

Perante os incêndios rurais graves que assolam o país há já várias semanas, a ANP|WWF defende mais financiamento e maior abrangência geográfica nas medidas de prevenção de incêndios. Estas medidas passam essencialmente pelo Programa de Transformação da Paisagem, que está a decorrer em algumas áreas do país mas que peca ainda por insuficiente abrangência geográfica e incerteza sobre o seu financiamento que, para a ANP|WWF, terá de passar por um necessário reforço e reformulação do PEPAC (Plano Estratégico para a Política Agrícola Comum), já que o PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), de onde vem a maior parte do financiamento daquele programa, tem de ser executado até final de 2023.

“Os eventos climáticos extremos vão ser cada vez mais frequentes e cada vez mais graves, no entanto continuamos a não estar preparados para as consequências que daqui advêm. O nosso país não está ainda inteiramente preparado para o risco associado às temperaturas elevadas, quer ao nível dos comportamentos que causam os incêndios, quer ao nível da gestão do território e da paisagem”, afirma Catarina Grilo, Diretora de Políticas e Conservação da ANPlWWF.

Além da aposta na paisagem em mosaico (mais resistente aos grandes incêndios), na gestão ativa de florestas de produção e na remuneração por serviços de ecossistemas a quem se comprometa com a gestão florestal responsável, a ANP|WWF defende ainda:

●A necessidade de conhecer, ordenar e limitar o uso de eucalipto não gerido;
●Ordenar e repensar a paisagem também ao nível da pastorícia, que pode reduzir a carga combustível na floresta;
●Reorganizar as populações dispersas acautelando a função económica de cada território;
●Integração das funções de produção e conservação nos ecossistemas florestais;
●Avançar com a certificação florestal, processo através do qual proprietários e gestores florestais se comprometem com práticas de gestão respeitadoras de critérios socio-económicos e ambientais.

A área ardida no nosso país até ao momento é de cerca de 58 000 hectares, ultrapassando já os valores de área ardida em 2021. Os impactos são visíveis não apenas no que diz respeito à perda de vidas humanas e no número de pessoas feridas, mas também no que diz respeito à perda de capacidade produtiva, de habitats naturais e de biodiversidade.

Não obstante o que ainda é necessário fazer na prevenção e combate aos incêndios, a ANP|WWF refere também a importância de saber agir após os mesmos. “Na sequência de um grande incêndio, para além de se reverem as falhas na capacidade de extinção e na resposta a emergências, devem ser envidados esforços para recuperar a paisagem, abordando as principais causas e promovendo a adaptação e a resiliência social e ambiental. É fundamental intervir nas áreas ardidas para estabilizar o solo, promover mosaico da paisagem e recuperar a biodiversidade”, conclui Catarina Grilo.
 
 

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