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Common Kingfisher (Alcedo Athis), Croatia
A NATUREZA PRECISA DO NOSSO AMOR

Ah, a natureza! É nela que encontramos consolo e alegria, seja ao caminhar na floresta ou ao ouvir os pássaros a cantar à nossa janela. A natureza dá-nos esperança, mesmo nos momentos mais difíceis. Ela preenche-nos com o ar que respiramos, a água que bebemos e outras fontes de energia das quais todos dependemos. Mas o futuro da natureza está em perigo. Estamos a perder florestas, vida selvagem, água doce e biodiversidade em geral. E tudo isso a grande velocidade. 

Mostra o teu amor pela natureza antes que seja tarde demais.

Flowering French / Spanish lavender (Lavandula stoechas) growing in rock strewn landscape, La Serena, Extremadura, Spain
O TEMPO QUE TEMOS PARA PROTEGER O QUE AMAMOS ESTÁ A ESGOTAR-SE

Pensa em todas as paisagens do nosso país que te são queridas - não só pela sua beleza, mas também por tudo o que oferecem. Muitos desses locais estão ameaçados pela atividade humana, desde a extração ilegal de madeira, até a caça ilegal, e às emissões de gases de efeito estufa. Temos que protegê-los. A escolha está nas tuas mãos. Para quê arriscar perder os lugares que amamos?

A natureza precisa do nosso amor agora mais do que nunca.

O GUADIANA
© ANP|WWF

O Guadiana é o nosso Grande Rio do Sul. O único que atravessa a meseta mais árida da Península Ibérica com água todo o ano. O oásis no deserto. Nasce do chão nas Tablas de Daimiel, entra em Portugal já largo e majestoso, e desagua num estuário-rio de 50km a separar e a unir o Algarve e a Andaluzia. É o suporte de vida para quase todos os ecossistemas e Parques Naturais que o bordejam, e alberga não só algumas das espécies mais ameaçadas de extinção, como o lince-ibérico ou o saramugo, como também faz as veias de alguns dos mais relevantes montados de azinho e matagais mediterrânicos do mundo.

E SE NÃO EXISTISSE?

Mais do que pelas plantas e animais que dele dependem, o Guadiana é explorado por nós até ao limite - barragens atrás de barragens, de Castela até ao grande Alqueva, aprisionamos o seu caudal para regar no Verão, para abastecer todas as populações que o rodeiam, para alimentar as indústrias agro-alimentares e do turismo da costa algarvia e andaluza. Furamos e extraímos do chão toda a água que se infiltra e a que já lá estava. E ainda contamos com ele para lavar os nossos resíduos, e depurar os agro-químicos que aplicamos intensamente nos campos agrícolas à sua volta. Agora imagina que não tínhamos Guadiana...


OU AMAMOS OU PERDEMOS.

ADOTA SIMBOLICAMENTE UM RIO
O ESTUÁRIO DO TEJO
© Tiago Silva

Este é o maior e mais ameaçado estuário nacional. O estuário do Tejo desempenha um papel fundamental para a conservação da natureza e da biodiversidade. É zona de maternidade para muitas espécies, fonte de alimentação e  abrigo para milhões de aves migratórias e juvenis de peixes, inclusivamente de espécies importantes para a sobrevivência das comunidades piscatórias. Tem uma excepcional riqueza paisagística, grande capacidade de sequestro de carbono e reciclagem de nutrientes, para além de ser fonte de lazer e turismo, e contribuir para o nosso bem-estar. E mais: temos registado a presença de Golfinhos neste estuário – mas é essencial ainda perceber como os podemos aqui manter.

AGORA IMAGINA QUE NÃO VOLTAM.

A intensa utilização do estuário do Tejo por parte de atividades humanas constitui uma ameaça para as populações de golfinhos com consequências a médio e longo prazo. É urgente definir ações efetivas para minimizar esses impactos, melhorar a sua saúde e permitir que as visitas dos golfinhos continuem.

OU AMAMOS OU PERDEMOS.

ADOTA SIMBOLICAMENTE UM GOLFINHO
O MAR PROFUNDO
© naturepl.com /David Shale / WWF

Sabemos menos sobre o mar profundo do que sabemos sobre a lua. Conhecemos apenas parte da sua imensa riqueza em biodiversidade, com espécies misteriosas e de aspeto curioso – e com ecossistemas únicos como as fontes hidrotermais dos Açores. 

AGORA IMAGINA QUE É DESTRUÍDO.

Uma nova indústria tem a intenção de destruir e afetar muitos milhares de km² dos seus frágeis ecossistemas. Perturbações num único local de exploração mineira poderiam aniquilar espécies inteiras! As consequências podem ser dramáticas para a biodiversidade, para as comunidades costeiras e para a saúde humana. É por isso que lutamos para defender o mar profundo e os seus mistérios!

OU AMAMOS OU PERDEMOS.

 

ADOTA SIMBOLICAMENTE UM TUBARÃO
O MONTADO
© Nuno Barreto

O Montado é uma paisagem cultural moldada pela actividade humana. Ao longo dos tempos, o homem soube moldar e sustentar um ecossistema multifuncional localizado a sul do Vale do Tejo. Estas áreas foram originalmente ocupadas por matas mediterrânicas e são hoje povoadas por sobreiros e azinheiras - espécies legalmente protegidas desde o século VII - que crescem em condições extremas e solos muito pobres, mas que nos dão dois produtos únicos e inigualáveis: a cortiça e a bolota, e são ainda casa para espécies nacionais ameaçadas, como o lince ibérico.
 

AGORA IMAGINA QUE DESAPARECEM. 

Sendo um “hotspot” de natureza, não só na fauna, mas também na flora, o montado atua como um pulmão para o ambiente, com os seus sobreiros, que agem como sequestradores de carbono, e purificadores naturais da água, devolvendo água à natureza e regulando o ciclo da água, ajudando a controlar a erosão do solo e a desertificação.

OU AMAMOS OU PERDEMOS.

 

ADOTA SIMBOLICAMENTE UM LINCE IBÉRICO
ESTAMOS A DEVORAR O PLANETA
© Pixabay

Nos últimos 50 anos, a produção alimentar causou 70% da perda de biodiversidade em terra e 50% em água doce. Desperdiçamos 1/3 de toda a comida que produzimos, e com ela vai-se a água, energia e recursos  que gastámos na sua produção – e que não recuperamos mais. A forma como produzimos e consumimos alimentos está a esgotar o planeta.

AGORA IMAGINA QUE SE ACABA. 

Mudar os nossos hábitos alimentares é o gesto mais significativo, rápido e para ajudar a proteger os nossos recursos. Está ao alcance de todos, e não implica grandes esforços! Queremos uma produção alimentar mais sustentável, com respeito pelas pessoas e pela natureza, que reduza os impactos negativos da produção de alimentos, e que contribua para mitigar as alterações climáticas, para o restauro da biodiversidade e para a proteção dos solos e da água.

 

DESCOBRE COMO MUDAR OS TEUS HÁBITOS
OU AMAMOS OU PERDEMOS
© © Antonio LIÉBANA

Todos sabemos que precisamos de amor, e a natureza não é diferente. As atividades humanas colocaram o mundo natural em perigo. Agora é a nossa última oportunidade para cuidar da natureza e impedir a perda de florestas, proteger os nossos oceanos, água potável e garantir um futuro para humanos e animais selvagens.

A natureza precisa do nosso amor. Não permitas que desapareça.

A escolha é nossa.

 

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