Foca Monge – o lobo do mar em vias de extinção | WWF

Foca Monge – o lobo do mar em vias de extinção



A Foca Monge do Mediterrâneo (Monachus monachus), também conhecida por lobo-marinho é talvez o membro da família das focas mais ameaçado de extinção. É um animal robusto que pode atingir os 400 quilos e os 4 metros de comprimento, no caso dos machos; e os 2,30 metros no caso das fêmeas.

De uma população bastante numerosa, que se distribuía por todo o Mediterrâneo e por algumas zonas Atlânticas, costeiras ou insulares, como a Madeira – onde foi avistada pela primeira vez em 1419, por João Zarco e Tristão Vaz Teixeira; a Foca Monge do Mediterrâneo figura, actualmente, entre as espécies mais protegidas do mundo, com uma presença que não excede os cerca de 450 indivíduos de forma global.

Este contacto com o ser humano foi logo prejudicial para a foca. Primeiro, foi perseguida para uso comercial; depois, sofreu com a actividade piscatória, que competiu com a sua própria actividade de predação para alimentação e a empurrou cada vez mais para fora das áreas onde antes habitava. Tendo ainda de travar duras batalhas com os pescadores que, acidentalmente, as capturavam nas suas redes.

Hoje em dia, os indivíduos sobreviventes desta exposição ao contacto humano no arquipélago português concentram-se nas Desertas, onde encontramos cerca dos 23 indivíduos dos cerca de 450 existente.

Em termos de conservação, procura-se:

 
	© WWF Internacional/Jacques Trotignon
Foca Monge do Mediterrâneo
© WWF Internacional/Jacques Trotignon

· estabelecerem-se áreas marinhas protegidas (zonas não piscatórias, salvamento e reabilitação de focas órfãs ou feridas), por exemplo: nas Ilhas Desertas (Madeira), nas Ilhas Espórades e Karpathos, no norte da Grécia, no Mar Egeu e costa mediterrânica da Turquia, e ao longo da Côte des Phoques (Cabo Blanco), no Saara Ocidental;

· consciencializar, através de acções pedagógicas e educativas, o público para a situação critica das Focas Monge e da necessidade de as proteger.