Historias Sucesso | WWF

What would you like to search for?

Histórias de Sucesso

Um Cordão Verde para o Sul de Portugal

A ANP|WWF identificou o Sul de Portugal como uma região de elevado valor para a conservação da natureza, tendo lançado a iniciativa “Um Cordão Verde para o Sul de Portugal” em 2001.
O Cordão Verde português inclui o Vale do Guadiana, Serras do Caldeirão, Monchique e litoral Alentejano (que estabelecem uma continuidade ecológica entre a costa atlântica e o vale do rio Guadiana) e estende-se ao longo de aproximadamente 4750 km2. Nestes locais situa-se a mais extensa e significativa mancha florestal de vegetação mediterrânica de baixa montanha do país.
Esta intervenção é realizada no âmbito do Projeto Cordão Verde, tendo em conta que o território Cordão Verde é assumido como uma unidade de paisagem, onde se pretende inverter as tendências de degradação ambiental, contribuir para a melhoria das condições de vida das populações e criar as condições necessárias para o restabelecimento da continuidade ecológica, promovendo o restauro ecológico de áreas degradadas com interesse para a conservação.
 

Programa Sobreiro

O projeto foi iniciado em 2004 com o objetivo de contribuir para a proteção, restauro e gestão das florestas e montados de Sobreiro no Mediterrâneo, combatendo as tendências de degradação destes ecossistemas, tendo o programa constituído uma equipa permanente em Portugal. O programa foi fundamental na promoção de uma gestão sustentável das florestas de sobreiro através de práticas baseadas no sistema FSC.
O Programa, focou-se em Portugal, Espanha, Marrocos e Tunísia e baseou-se em  4 pilares – capacidade de empreendimento, estabelecimento de boas práticas, apoio ao consumo responsável e relações públicas / influência nas decisões políticas.
 

Criação do FSC Portugal

A ANP|WWF, enquanto WWF Mediterrâneo, liderou a criação da Associação para a Gestão Florestal Responsável ou Forest Stewardship Council© Portugal (FSC© Portugal), uma associação sem fins lucrativos dedicada à adaptação da norma internacional à realidade nacional, facilitando processos de implementação de práticas florestais responsáveis e a elaboração da Norma Nacional FSC de Gestão Florestal.
 

Dia da Águia - WWF e Sport Lisboa e Benfica

 No dia 1 de abril de 2008, a águia Vitoria, o maior símbolo benfiquista, desapareceu. No dia seguinte, a ANP|WWF e o SLB colocaram online o vídeo que dava o mote a esta campanha, perguntando “Já imaginou o Benfica sem o seu símbolo? E o mundo sem Águias?”.
A campanha, criada pela Ogilvy&Mather Portugal, visava criar o Dia da Águia, apelando à reflexão sobre as consequências que a falta de conservação da floresta portuguesa pode ter no desaparecimento de algumas espécies, nomeadamente das águias imperiais.
 

1º Relatório de Pegada Hídrica em Portugal

A contabilidade tradicional do consumo de água no mundo restringe-se ao seu consumo direto – aquela que utilizamos a partir das torneiras para o nosso abastecimento doméstico.
Em 2010, a ANP|WWF lançou o 1º Relatório da Pegada Hídrica (link) em Portugal, no qual se estimava que a utilização de água fosse aproximadamente de 52 m³/pessoa/ano, variando a capitação diária regional entre cerca de 130 litros (nos Açores) e mais de 290 litros (no Algarve).
No entanto, o consumo efetivo de água duma sociedade é bastante superior, por via dos restantes usos – nomeadamente a agricultura de regadio (que em Portugal como na maior parte dos países mediterrânicos, representa mais de 2/3 do consumo total de água), e os usos industriais e energéticos.
De acordo com o mesmo relatório, cada habitante do nosso País é responsável pela utilização de 2.264m3/ano. Mais de 80% desse valor diz respeito ao consumo de bens agrícolas, e mais de metade corresponde à importação de bens para consumo - ou seja, 54% da pegada hídrica em Portugal é externa.
Desde então, a ANP|WWF já lançou mais um relatório, debruçando-se sobre a questão do consumo virtual de água, ou seja, o volume de água usado para produzir os bens que consumimos. Uma das conclusões determina que os produtos pecuários representam para Portugal mais de metade da importação de água virtual de Espanha.  Os resultados globais do segundo relatório podem ser consultados aqui. (link)
 

Adopte o lince ibérico

 Em 2015, a ANP|WWF e o ICNF, com o patrocínio da empresa ROFF Consultores e o apoio da LPN, lançaram a campanha de adoção simbólica ‘Adopte um Lince Ibérico’, que visou a sensibilização das pessoas para a conservação do lince ibérico – o felino mais ameaçado do mundo. A campanha angariou fundos suficientes para equipar o Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico com câmaras de videovigilância que permitiam acompanhar o dia a dia dos felinos, enquanto zelavam pelo seu bem-estar.
 

SOS Natureza

Em 2015, a Comissão Europeia pediu para ouvir as vozes dos cidadãos numa consulta pública às leis vitais de proteção da natureza, antevendo um possível retrocesso em anos de progresso.
A WWF liderou uma campanha internacional a apelar às pessoas que respondessem a essa consulta, instigando a força política a manter as diretivas ativas. A mobilização foi histórica, duplicando os resultados da anterior consulta pública com mais adesão, em prole de reformas urgentes às diretivas.
 

1º Relatório sobre incêndios rurais

Em 2017, a ANP|WWF produziu o 1º Relatório sobre ‘Incêndios Rurais em Portugal: até quando deixaremos a paisagem a arder?’, um retrato da problemática dos incêndios em Portugal que apresentava um conjunto de recomendações para governantes, gestores e proprietários florestais a implementar a curto e médio prazo.
A ausência de gestão florestal adequada e o desordenamento do território e do meio rural criaram uma paisagem de elevado risco. O desafio é de grande complexidade e exige abordagens e perspetivas múltiplas, como criar políticas de desenvolvimento rural que atraiam pessoas para o interior e incentivem a utilização sustentável do território, criando condições de rentabilidade, com economias locais que se auto-sustentem e contribuam para a criação de riqueza e fixação da população.
É necessário diversificar as espécies florestais e incluir folhosas, como carvalhos, com incentivos compatíveis com os seus ciclos de exploração mais longos.
É ainda necessário incentivar a gestão florestal responsável e a certificação florestal, criando e ampliando apoios concretos, nomeadamente através do fundo florestal permanente ou do fundo ambiental, e promover o associativismo florestal, a adoção de planos de gestão comuns, assim como a formação e financiamento das Zonas de Intervenção Florestal (ZIF).
É ainda necessário criar mecanismos de efetiva remuneração de serviços do ecossistema, no mercado voluntário e no regulado e plataformas de representação de partes interessadas, incentivando sinergias na gestão florestal.